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Problemas com o Clio 2013 - Cheiro de Ovo Podre e Consumo Elevado


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28 respostas neste tópico

#1 Bruno Carneiro

Bruno Carneiro

    Novato


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  • Cidade: Curitiba
  • Estado: Outro

Postado 24 maro 2013 - 09:06


Olá a todos,

Bem, como sou novo aqui gostaria de primeiro me apresentar: meu nome Bruno, tenho 29 anos e resido em Curitiba. No dia 21 de fevereiro me tornei proprietário de um clio expression 1.0 16v 2013 com ar, direção hidraulica, etc... sendo este o meu primeiro carro 0Km. Até então eu era só elogios ao atendimento da Concessionária Formula 1, tanto na venda, quanto no pós-venda, porém estou começando a me decepcionar com alguns problemas que encontrei no carro.

Pra começar do começo, antes de comprar o Clio eu tinha um Honda Fit 2007 automático, carro bacana e bastante econômico, na cidade eu fazia em média 9,5 por litro, sempre achei fantástico para um carro 1.5. Mas mesmo assim pesava um pouco no bolso, pois ando em média 18km por dia e antes do Fit eu tinha um palio young 1.0 2001/2002 que era bem mais economico por ser 1.0. Num acidente o Fit deu PT, então com a grana do seguro na mão resolvi ver as possibilidades e me encantei com Clio devido ao seu consumo (o melhor segundo o INMETRO 2013) e custo da manutenção (principalmente comparando ao FIT). Comprei-o!

Quando peguei o carro fiquei um pouco decepcionado com o acabamento ruim, com o cinto de segurança do banco traseiro, com a falta da luz no porta mala, falta do espelho no aparador (isso minha mulher que reclamou =P) porém desestressei porque tinha comprado um carro popular, é meu óbvio que as montadoras fazerm de tudo pra baratear e depenam o veículo.

Rodando com o carro percebi que todas as vezes que precisava de mais potência (tipo, arrancar numa subida) sentia um cheiro de ovo podre, achei estranho porque nunca havia visto isto. Passei até vergonha com meus amigos uma vez pq quando o cheiro veio, parecia que alguém tinha soltado um dentro do carro... ainda bem que sou casado, imagine só você com uma guria no carro e de repente vem esse cheiro ruim... até explicar que fucinho de porco não é tomada, ja era...

Mas o fato que realmente me preocupa é o consumo Km/l. Eu troquei um Fit por um Clio 1.0 pensando no benefício do consumo. Desde de que eu tirei o carro da concessionária eu abasteci 3 vezes num posto BR e a última no posto Shell, todas as vezes com gasolina comum totalizando R$200. O Carro está hoje 550 KM rodados e prevê ainda que posso andar uns 117 Km. Na penúltima vez que abasteci o computador estava marcando 9.0 Km/l, atualmente está 9.6 Km/l. Eu não passo das 3500 RPM, quem conhece Curitiba sabe que tem radar em todo canto, então não passo de 60 Km/h na cidade e outra característica é que Curitiba tem um ar-condicionado próprio, então usei o do carro só duas vezes no máximo por uns 10 min. No último calculo que fiz, o carro fez desde que eu tirei ele da concessionária 9,2 Km/l total. Ora, eu tinha um FIT que fazia melhor que isso no 1.5! Que belo negócio eu fiz comprando esse carro, que além de um motor menos potente ainda consome mais! Prum carro que o slogan da propaganda chama atenção ao consumo e que venceu até o invicto mille no teste do Inmetro alguma coisa tá muito errada, ou seria propaganda enganosa, o carro tá fazendo na gasolina o que foi prometido pro álcool! O importante que tinha descobrir o que estava acontecendo e correr atrás dos meus direitos.

A vendora me ligou para fazer um "pós-venda" e relatei os problemas. Então eu fui a concessionária, atendimento dela foi ótimo, porém as coisas boas pararam por ai. Primeiro fiquei aguardando mais de 1h para ser atendido, porque me "esqueceram" lá, mas quando fui atendido pelo técnico veio a decepção maior. Falei pra ele do cheiro de ovo podre e do consumo e a explicação de dele foi uma m... gigante.

Ele disse que era a gasolina, porque os caminhões tanques também fazem transporte de diesel e álcool e não são limpos corretamente e acabam por contaminar a gasolina, prejudicando a qualidade e isso está acontecendo em toda Curitiba. Não tenho dúvida de que isso aconteça mesmo, até coisa pior a gente sabe que os postos fazem (meu paliozinho nunca mais foi o mesmo depois que abasteci num posto BR =/), porém imagine, se fosse algo tão crônico assim, as oficinas daqui estariam cheias, teríamos uma epidemia de carros com os sintomas de flatulência e consumo exagerado. Para tornar a historinha dele mais plausível disse que isto esta acontecendo com os carros da Renault e que tinha um outro rapaz que foi trabalhar lá recente que era da Honda e disse que também estavam com o mesmo problema lá, e daí citou a fonte principal donde ele tirou estas informações: A Internet. Rapaz, a partir dai o bicho pegou! Primeiro, eu tinha um carro Honda até pouco tempo e não tive nenhum problema parecido e segundo, se a fonte principal de informação de um técnico for a INTERNET, meu a INTERNET, ahhh meu! de verdade, que tipo de técnico é esse... se acreditasse em tudo que ta na internet provavelmente já teria doado toda minha grana pro principe da Nigéria esperando receber 10 vezes mais ou teria repassado todas as corrêntes que recebi por e-mail pq se não minha mãe iria morrer seca... e outra, se fosse pra saber de alguma coisa que tava na internet eu mesmo procurava, também sei usar google... mas falando sério agora, o cara não fez nenhuma verificação, viu que eu fiquei p***, digo decepcionado e irritado com a explicação dele e ainda soltou: " Não estou mentindo, tá lá na internet." Nessa hora tive a vontade de pular no pescoço dele, mas não fiz... Pra fechar com chave de ouro, ele falou que "a recomendação da Renault" é que usemos apenas álcool... vou repetir: APENAS ALCOOL... Você compra um carro flex para ter a opção de escolher o combustível e a montadora recomenda que você use apenas um! Não vi nenhum comunicado oficial da montadora e nada a respeito disso, que raio de recomendação é essa... Então eu disse ele que quando tanque estiver quase vazio eu iria colocar álcool e ver o que iria acontecer... Se o problema continuasse eu voltaria lá...

Depois desse episódio eu fui procurar na internet o que o cara falou e não achei nada, mas me serviu para saber que o odor é normal em carros novos, algo haver com o catalisador e o alto teor de enxofre na gasolina brasileira. Parece que o carro tem um tempo pra se "acostumar" e acaba queimando a gasolina de uma maneira "errada". Quanto ao consumo, existe uma questão... tem gente que diz que tem "amaciar" o carro, "esticar as marchas" e que depois dos 1000 Km ele melhora, no manual inclusive tem um paragrafo que fala que o carro só terá seu melhor desempenho depois dos 5000 Km, porém existe alguns que dizem que tudo isso é balela, lenda urbana. Um amigo meu em 2010 comprou um clio zerinho e disse que passou por problemas semelhantes no começo, mas que depois melhorou e isso me deixou um pouco mais aliviado. Como faz um pouco mais de um mês que eu tenho o carro eu decidi estão ver como vai ser daqui pra frente, se não parar o cheiro depois dos 1000 Km e o consumo não melhorar com o álcool, eu vou querer uma solução para isso, procuro meus direitos se for necessário e renault nunca mais...
Estou mandando isso pra vcs, pois imagino que existam aqui outros proprietários de carros 2013, principalmente o Clio. Gostaria de saber se vocês passaram por situações semelhantes e como está o consumo. Acho importantíssimo conseguir estas informações, pois assim terei mais conhecimento poderei argumentar melhor com a concessionária caso tenha que voltar lá... A medida as coisas forem acontecendo eu irie atulizar as informações no forum.

é isso aí, obrigado desde já!

Bruno

#2 Toninho_sv

Toninho_sv

    Zuão


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Postado 24 maro 2013 - 09:33

Motor em amaciamento, normal consumo ser alto.
Quanto ao cheiro de peido, é típico de gasolina com muito enxofre... provavelmente adulterada. Experimente trocar de posto....
  • Edy Destro e Vinícius Bolina curtiram isso

#3 h1ghland3r

h1ghland3r

    Flooder


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Postado 24 maro 2013 - 10:00

As únicas reclamações que concordo são a respeito do mal acabamento do Clio e dos itens que foram capados. Motivo esses pelo qual nunca cogitaria comprar um Clio após ano/modelo 2008, quando o Clio começou a ser capado sem dó nem piedade... Aqui no fórum há poucos proprietários do Clio 2013, mas todos estão relatando bons consumos, inclusive uma amiga aqui da cidade que comprou recentemente.Gaste toda a gasolinha do seu tanque, faça um taque de álcool, depois volte a gasolina aditivada em um posto bem distante de onde abastece ou faça um tanque de podium.

O que o Toninho falou é verdade.
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Renault Megane Dynamique 1.6 16V Azul Crepúsculo 07/08 (Garagem)
Ex-Renault Sandero Expression 1.6 8V Cinza Acier 08

#4 tsvalle

tsvalle

    Novato


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Postado 25 junho 2013 - 08:49

O meu Clio no primeiro tanque (gasolina aditivada) fez 9,6km/L e no segundo (gasolina comum) fez 12,12Km/L na cidade tbm n rodo acima de 60km/h pq em SP tem radar até no... deixa pra lá... Quanto ao cinto de segurança do banco traseiro, vou na concessionaria reclamar, porque nao é possivel uma coisa dessas, deixar o cinto todo espalhado no banco... Os espelhos eu tbm reclamei, mas n tem jeito, vou ter que pagar pra trocar... :/

 

Ps. Tenho um Clio Expression 2013/2014 ar dh ve



#5 h1ghland3r

h1ghland3r

    Flooder


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Postado 25 junho 2013 - 11:16

O meu Clio no primeiro tanque (gasolina aditivada) fez 9,6km/L e no segundo (gasolina comum) fez 12,12Km/L na cidade tbm n rodo acima de 60km/h pq em SP tem radar até no... deixa pra lá... Quanto ao cinto de segurança do banco traseiro, vou na concessionaria reclamar, porque nao é possivel uma coisa dessas, deixar o cinto todo espalhado no banco... Os espelhos eu tbm reclamei, mas n tem jeito, vou ter que pagar pra trocar... :/

Ps. Tenho um Clio Expression 2013/2014 ar dh ve


O cinto é desse jeito mesmo. A Renault fez a bosta de deixar os cintos jogados por economia porca de dinheiro. Só pagando mesmo.
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#6 CMC50

CMC50

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Postado 25 junho 2013 - 12:40

'As vezes eu sinto um pouco deste cheiro, quando dou uma volta mais longa, mas eu notei que de fato foi depois que comecei a colocar gasolina9aditivada) em Postos Ipiranga.Quando abasteci em Posto Shell isto não aconteceu, vou mudar de posto, mas como na última vez enchi o tanque, agora vai demorar a esvaziar.e abastecer de novo.

Quanto aos cintos traseiros, não vou mexer neles por que práticamente nunca levo ninguém no banco de trás.Mas todos os carros que tive na vida tinham cintos de segurança traseiros não retráteis e nunca me fizeram falta, então, estou acostumado.Deixa queito, não vou gastar com isto, mesmo porque tenho outras prioridades, especialmente mandar arrumar o raspão na lateral do pára choques e paralamas esquerdo que ocorreu outro dia numa mal sucedida saída da garagem, já que o carro é mais largo do que os que tive antes e a garagem não é um primor de largura.Depois eu posto a foto do raspão na sessão garagem, no meu tópico, pois quero tirar dúvidas se uma simples lixada pode resolver isto, já que a garantia não cobre este tipo de dano acidental.No momento meu carro já está com 449 km rodados, após quase 3 meses com ele.

Sei que a tinta  fosca é bem mais barata que a metálica, mas já ouvi dizer por aí que a cor vermelha é a cor não-metálica mais cara que existe, não sei se isto é verdade.

 

CMC



#7 cesar.murilo_cs

cesar.murilo_cs

    Novato


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Postado 25 junho 2013 - 01:36

Amigão, o Fit é muito econômico mesmo, tenho conhecidos que tem.

Sobre o consumo conforme ir rodando melhora, o meu é 1.6 chega nos 9.5 á 10 na gasosa, distância curta que costuma beber mais, motor trabalha mais frio.

Cheiro de peido, o meu tem ás vezes, não consegui ainda descobrir o que é, normalmente quando eu ligo e já quero sair andando.



#8 pardalrs

pardalrs

    Entendido


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Postado 27 junho 2013 - 11:03

Opa, cara o consumo do seu clio está muito alto mesmo, 

O meu é 2009 e faz 13,5 na cidade (sempre gasolina), com Álcool esse meu fica que nem um Maverick V8 (só no consumo é claro).

Mas seu clio é 2013, motor diferente, a taxa de compressão usada nele é para motor a álcool mesmo, testa com álcool se ficar bom usa só álcool.

Carro flex é a maior porcaria inventada, pois ele não é regulado nem para Álcool nem para gasolina, os clios anteriores ao 2013 tinham um motor que era regulado para usar gasolina pura dos países do Mercosul, possuíam taxa de compressão mais baixa e ficavam bem econômicos na gasosa.

Se os flex possuissem taxa de compressão variável aí sim a coisa iria ser boa.

 

Uma coisa que li é que o certo em carros flex é usar o mesmo combustível sempre, pois o motor até faz um rápido ajuste da injeção para o combustível colocado, mas se vc mantem sempre o mesmo combustível, ele consegue fazer um ajuste mais "fino", melhorando o consumo.

Agora se vc fica trocando sempre o combustível, o motor nunca iria regular o modo "fino" ficando mais gastão.

Mas não posso confirmar par vc se isso é realmente fato.

 

 

Espero ter ajudado 

Abraço

Pardalrs



#9 Uno Conversível

Uno Conversível

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Postado 28 junho 2013 - 12:02

Pardalrs,

 

Não existe esse negócio de regulagem fina quando se troca de combustível. O que existe é adaptação do motor ao combustível utilizado.

O carro flex precisa ajustar uma coisinha chamada tempo de injeção (TI), o quanto de combustível será injetado no motor de acordo com a rotação utilizada. Mas a central precisa descobrir o que está queimando para ajustar o TI. Álcool e gasolina, e são combustíveis com diferentes características de queima sendo que para a mesma quantidade de ar admitida pelo motor (detalhe: esta não muda), tem que ser alterada a quantidade de combustível despejada pelos bicos, através do TI

Álcool possui poder calorífico menor que a gasolina e para poder gerar a mesma potência tem que aumentar a quantidade de combustível através do TI.

O flex é basicamente um aplicativo a mais na central, que fica monitorando continuamente o comportamento do sensor de nível do tanque, para ativar o reconhecimento de combustível. Em linhas gerais, quando se abastece mais de 3 litros o aplicativo do flex desliga a leitura da sonda lambda para determinar o TI e usa os valores para reconhecer o combustível que há no tanque.

Acontece que para reconhecer esse combustível precisa queimar o combustível antigo que há na linha de alimentação e no filtro, para fazer o aprendizado do combustível pelo aplicativo do flex. Neste aprendizado pode-se gastar até 1 litro, dependendo da marca do fornecedor da I.E.. Muitos donos abastecem o carro tão perto de casa ou do trabalho que não dá tempo pra central reconhecer o que há no tanque e desligam o carro, e tornam a ligá-lo no dia seguinte. O sistema assume o último valor gravado na memória da central e vai utilizar esse valor na próxima partida. Se esse valor for diferente do gravado, acontecem essas coisas que todo mundo reclama no flex: alto consumo, dificuldade na partida a frio, e baixo rendimento.

A solução pra esses problemas é mudar o hábito de abastecer, e rodar um pouco com o carro, uns 10 km já resolve o problema.

Se a sonda lambda apresentar problemas, o reconhecimento do combustível será incorreta, por isso ela merece sempre uma inspeção e testes pois é a principal fonte de informaçãoes do Flex.

 

CMC,

 

A gente sempre procura comparar carros quanto a sua economia, mas tem alguns detalhes acerca de motores que fogem da compreensão do usuário. Carros flex sempre serão mais gastadores que um monocombustível, pois precisam cumprir compromissos com desempenho e emissão de poluentes, a cada ano mais rigoroso. E uma das formas de reduzir as emissões é aumentar o volume de combustível injetado na câmara. Carros novos possuem 2 catalisadores, que aumenta a restrição à saída dos gases, o que aumenta o consumo. Uma das saídas é fazer motores menores, como os 3 cilindros da Hyundai e VW.

Garanto que os engenheiros estão quebrando a cabeça pra fazer carros mais econômicos. Nós consumidores precisamos entender que esse é um dos preços que pagamos por proteger o meio ambiente.

Procure sempre usar o motor do seu Clio na faixa verde do conta giros e veja a mudança no consumo.


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A. Marinho

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#10 ebasilio43

ebasilio43

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Postado 28 junho 2013 - 06:40

Em relaçao ao consumo, voce disse que roda por volta de 3500 rpm.. Tenta rodar por volta de 2000 - 2500. Nessa faixa voce tem um consumo melhor..

#11 Shadow

Shadow

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Postado 28 junho 2013 - 08:48

Estou feliz com o consumo do meu Clio, 11/12. Sempre rodo com gasolina, sempre que abasteci com alcool tive problemas de partida, mesmo com o tanquinho de gasolina com podium.

 

Sempre troco de marchar no limite de rotação do melhor torque, 4100 rpm, e ele faz 14,5 sempre. Com um tanque cheio, até acender a luz de reserva, rodo em torno de 600 km.

 

E apesar da explicação do Uno Conversivel, depois de colocar alcool no tanque, sempre tanque cheio, o proximo tanque de gasolina sempre consumia mais que o normal, e olha que rodo 100 km por dia.


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#12 Carlos A.

Carlos A.

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Postado 28 junho 2013 - 07:24

Sobre essa discussão do consumo ao trocar de combustível, partida a frio no álcool, e funcionamento...já li muita coisa e acredito que cada montadora adote uma condição diferente (melhor para o álcool ou para gasolina), logicamente de acordo com o seu motor. Já tive vários carros flex desde 2005 e nunca tive problemas na partida a frio com álcool, e nem ao trocar de combustível e logo estacionar, em 2005 época em que haviam poucos flex, cheguei a pagar R$ 0,89 por litro de álcool, então era vantagem usá-lo. Meu carro chegava a ficar uma semana desligado e depois pegava de primeira - lógico que nesse combustível dias frios a primeira partida era mais longa - tempo de injetar a gasolina da partida a frio. Na época o posto de combustível que eu abastecia, ficava a 800 metros de casa, eu sempre completava o tanque assim que possível após a reserva acender, e mesmo trocando de combustível e estacionando na sequencia, nunca falhou a partida no dia seguinte ou dias depois. Bem como o rendimento do carro, marcha lenta era tudo normal.

Já o consumo, ao trocar de gasolina para álcool eu sempre notei que no primeiro tanque com álcool o consumo era melhor já que na reserva, haviam uns litros de gasolina ainda, deixando novamente na reserva e colocando outra vez álcool o consumo subia (tanque já 100% só com álcool) então havia uma medição correta da média no álcool.

Não discordo que uma I.E. moderna tenha alguma indicação do nível do tanque para talvez checar mais rápido o combustível. Mas que eu saiba a sonda lambda que é o 'nariz' da injeção (e faz a leitura da quantidade de oxigênio na queima) é a responsável em fazer com que o módulo 'entenda' que mistura está no tanque ou qual combustível está sendo queimado...e isso é feito a todo tempo, e em fração de segundos o sistema está ajustado, ou melhor, está sempre se ajustando.

Além disso, o ajuste da mistura estequiométrica (ar + combustível), sofre variações de pressão do ar, temperatura (o sistema 'afoga' automaticamente o motor durante o perído de aquecimento), carga do veículo, qualidade de combustível entre outros. Nunca haverá um ajuste 'tão fino' assim travado no módulo em condições normais de funcionamento, além disso hoje a injeção controla o ponto de ignição.



#13 pardalrs

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Postado 28 junho 2013 - 07:39

Uno conversível, entendi o que vc quiz dizer e concordo com muita coisa, sobre o ajuste fino que mencionei até escrevi abaixo do parágrafo que não sabia se isso era fato ou não.

No entando não concordo com o que vc falou que para poluir menos é injetado mais combustível na câmara, podendo ser uma justificativa do carro flex consome mais, outra coisa que vc falou que achei estranho foi que os carros atuais usam dois catalizadores, isso não procede, já que os carros utilizam apenas um catalizador, que converte os gases poluentes.

 

Para um carro poluir menos o que ele precisa é o termo que o  Carlos falou, "Estequiometria" isso é a palavra chave, a busca pela queima mais eficiente possível, sendo que isso é mais facilmente conseguido em regiões planas e de pressão constante, já que o clima e pressão altera a estequiometria.

 

Abraço 

Pardal



#14 Uno Conversível

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Postado 30 junho 2013 - 05:48

No meu comentário não citei a relação estequimétrica pra não ter que me aprofundar nesse assunto.

Mas nos flex, ao contrário do que o senso comum nos faz crer, ela não é continuamente aferida, como expliquei na resposta. A central calcula a relação estequiométrica somente após o abastecimento, após rodar 400 km continuamente ou quando entra na reserva.

Cada combustível possui um valor fixo de estequimetria pelo volume de ar. Gasolina brasileira é de 13,2 partes de ar para 1 parte de gasolina, chegando a até 9 partes de ar para 1 de álcool. Se vc misturar esses dois combustíveis em qualquer proporção, terá um combustível diferente que usa uma relação compreendida entre estes 2 valores, independende de altura, pressão, pois quem determina o que está sendo queimado é a sonda lambda.

Quem faz a leitura de pressão do coletor é o sensor MAP ou MAF, que envia o valor encontrado para a central, que esta determina o TI com base na relação estequimétrica encontrada anteriormente e no lido pelo MAP/F, valor este que muda a todo tempo.

Uma coisa complementa a outra.

Aumentar a quantidade de combustível na câmara de combustão abaixa a temperatura dentro dela, uma das formas de conseguir menores emissões. Tanto que os primeiros carros com controle de poluição eram ligeiramente mais gastadores que as antigas versões sem esses dispositivos. A injeção eletrônica permitiu um melhor desenvolvimento dessa técnica através da dosagem exata do combustível. Antigamente esse papel cabia ao chumbo na gasolina.

Quanto ao catalisador, Vectra 2.0 é um exemplo.


A. Marinho

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#15 OS - CAR Oficina Renault

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Postado 12 julho 2013 - 09:22

Pardalrs,

 

Não existe esse negócio de regulagem fina quando se troca de combustível. O que existe é adaptação do motor ao combustível utilizado.

O carro flex precisa ajustar uma coisinha chamada tempo de injeção (TI), o quanto de combustível será injetado no motor de acordo com a rotação utilizada. Mas a central precisa descobrir o que está queimando para ajustar o TI. Álcool e gasolina, e são combustíveis com diferentes características de queima sendo que para a mesma quantidade de ar admitida pelo motor (detalhe: esta não muda), tem que ser alterada a quantidade de combustível despejada pelos bicos, através do TI

Álcool possui poder calorífico menor que a gasolina e para poder gerar a mesma potência tem que aumentar a quantidade de combustível através do TI.

O flex é basicamente um aplicativo a mais na central, que fica monitorando continuamente o comportamento do sensor de nível do tanque, para ativar o reconhecimento de combustível. Em linhas gerais, quando se abastece mais de 3 litros o aplicativo do flex desliga a leitura da sonda lambda para determinar o TI e usa os valores para reconhecer o combustível que há no tanque.

Acontece que para reconhecer esse combustível precisa queimar o combustível antigo que há na linha de alimentação e no filtro, para fazer o aprendizado do combustível pelo aplicativo do flex. Neste aprendizado pode-se gastar até 1 litro, dependendo da marca do fornecedor da I.E.. Muitos donos abastecem o carro tão perto de casa ou do trabalho que não dá tempo pra central reconhecer o que há no tanque e desligam o carro, e tornam a ligá-lo no dia seguinte. O sistema assume o último valor gravado na memória da central e vai utilizar esse valor na próxima partida. Se esse valor for diferente do gravado, acontecem essas coisas que todo mundo reclama no flex: alto consumo, dificuldade na partida a frio, e baixo rendimento.

A solução pra esses problemas é mudar o hábito de abastecer, e rodar um pouco com o carro, uns 10 km já resolve o problema.

Se a sonda lambda apresentar problemas, o reconhecimento do combustível será incorreta, por isso ela merece sempre uma inspeção e testes pois é a principal fonte de informaçãoes do Flex.

 

CMC,

 

A gente sempre procura comparar carros quanto a sua economia, mas tem alguns detalhes acerca de motores que fogem da compreensão do usuário. Carros flex sempre serão mais gastadores que um monocombustível, pois precisam cumprir compromissos com desempenho e emissão de poluentes, a cada ano mais rigoroso. E uma das formas de reduzir as emissões é aumentar o volume de combustível injetado na câmara. Carros novos possuem 2 catalisadores, que aumenta a restrição à saída dos gases, o que aumenta o consumo. Uma das saídas é fazer motores menores, como os 3 cilindros da Hyundai e VW.

Garanto que os engenheiros estão quebrando a cabeça pra fazer carros mais econômicos. Nós consumidores precisamos entender que esse é um dos preços que pagamos por proteger o meio ambiente.

Procure sempre usar o motor do seu Clio na faixa verde do conta giros e veja a mudança no consumo.

 

O sistema flex Renault não utiliza/monitora nenhuma referência de sensor de nível de combustível (bóia) para disparar o aprendizado de combustível.


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#16 Uno Conversível

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Postado 12 julho 2013 - 10:38

OS-Car,

 

Quais as condições que a central usa pra disparar o aprendizado? Pq as injeções que estudei (Bosch, MM e Delphi) usam essa informação.

Literatura sobre as injeções da Continental/Siemens são dificeis de encontrar.


A. Marinho

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#17 OS - CAR Oficina Renault

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Postado 12 julho 2013 - 10:52

Toda vez que se dá a partida, o sistema fica em wake-up para efetuar o aprendizado.

Mas.......... certas condições devem se reunir para se começar o cálculo......

Uma dela é que a temperatura do motor esteja acima de 75ªC. E depois disso, deve-se reunir uma rotação x pressão de coletor x posição de pedal de acelerador x velocidade. Reunindo estas condições, o aprendizado da taxa de álcool entra no estado "Em Curso" e então os valores de batimento da sonda e os cálculos teóricos de torque e enriquecimento de mistura são considerados durante 180 segundos, deslocando assim a cartografia e o Tempo de Injeção para a lambda 1 que se encontra nessas condições de funcionamento. Então, ao fim desse tempo, o sistema calculou o percentual de combustível e o estado "Em curso" passa para "Efetuado". E então o sistema adota o valor aprendido para efetuar a correta relação estequiométrica para aquela proporção "estimada" de álcool.

O sistema "se desperta" para o aprendizado toda vez que se liga a chave. Mas só começa a calcular efetivamente quando as condições que eu listei estiverem reunidas simultaneamente.

 

Eu postei em algum tópico por aí uns vídeos onde eu reinicializo a injeção de um megane e filmo fazendo o aprendizado dele na prática.


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Postado 13 julho 2013 - 11:33

Obrigado Os-Car!

Mas não seria um excesso de cuidado da Renault em fazer o A/F em todas as partidas? Acho que em algumas situações esse aprendizado pode ser prejudicado por trajetos curtos, naqueles onde o motor nem aquece direito ou tempo/distância muito pequena.

Como a central se comporta neste caso onde o A/F é interrompido durante o seu curso?


A. Marinho

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Postado 14 julho 2013 - 02:53

Obrigado Os-Car!

Mas não seria um excesso de cuidado da Renault em fazer o A/F em todas as partidas? Acho que em algumas situações esse aprendizado pode ser prejudicado por trajetos curtos, naqueles onde o motor nem aquece direito ou tempo/distância muito pequena.

Como a central se comporta neste caso onde o A/F é interrompido durante o seu curso?

 

Sim... e acontece muito isso que você citou. Carros que fazer trajetos curtos e/ou tem problema de válvula termostática travada aberta sempre dão dor de cabeça para seus proprietários.... 

Uma vez feito completamente um ciclo de cálculo completo, em teoria não há risco de prolemas e erros nos próximos, mesmo incompletos, caso a composição do combustível seja ainda o mesmo no tanque. Ou seja, supomos que se aprendeu gasolina num ciclo completo: o valor ficará gravado e utilizado para o funcionamento seguinte. SE o moor voltou para a fase fria, não há problema porque o valor gravado é a estimativa do combustível que ainda se tem no tanque. Quando o motor chegar à temperatura de aprendizado lo e reunir as condições para iniciar o cálculo, não terá problema nenhum visto que nenhum valor se deslocará do que já se está gravado. Continuando seus abastecimentos com o mesmo tipo de combustível também não influenciará no valor já gravado 1 vez, então um ciclo de cálculo incompleto não comprometerá...

 

Mas, se houver troca do combustível e o ciclo de cálculo não se completar (ou por temperatura baixa ou por condições de rodagem de aprendizado não reunidas), aí certamente na próxima fase fria o motor funcionará inadequadamente.... e até atingir a temperatura de abertura da janela, ele vai deslocar e travar alguns adaptativos de mistura que no fim confundirão o cálculo quando chegar a hora.... e o motor nunca mais funcionará direito até que se reinicie os valores dos registros com o scanner apropriados. Isso na prática acontece muito. Exemplo: o condutor que estava com gasolina abastece no fim do tanque com álcool. O percentual para ser calculado é alto nesse caso. Um caminho grande de quase 100 pontos percentual em tese. O carro já sai do posto ruim.Se o condutor não consegue reunir as condições de cálculo logo em seguida e no tempo suficiente, cálculo da estimativa falhará e/ou não se completará.

Então, na próxima fase fria, o carro ficará ruim de pegar (pobre, sem partida a frio em dias extremamente frios se fosse o caso, etc).... e todo o funcionamento até a obtenção da fase quente estará comprometida e modificando valores e off sets de mistura que se modificam para buscar otimização de funcionamento e prioridades de emissões nessa fase de aquecimento. Quando chega a fase quente, o aprendizado de combustível será errôneo, pois partirá de um batimento de sonda e de um off set de mistura irregular. O condutor aí tenta voltar p/ gasolina, mas já não adianta, pois o deslocamento deixou um meio termo ruim para os 2 tipos de combustíveis. Aí só reiniciando os off sets e refazendo o ensaio de aprendizado corretamente, com o auxílio do scanner apropriado capaz de fazer essas inicializações.

 

Como exemplo de influência de temperatura, essa semana. Mesmo eu tive 2 casos. Consequência da válvula termostática trava aberta. O cliente estava viajando e desde sempre havia abastecido seu carro com gasolina e no percurso, precisou abastecer. Decidiu pelo preço colocar álcool. Saiu do posto, mas em função do ar frio arrefecendo o radiador e a válvula sempre aberta, o carro sequer conseguiu atingir a temperatura mínima para "acordar" o aprendizado. O carro ficou ruim, obviamente... mas a injeção ainda tentar corrigir a baixa resposta da sons mexendo antão nos off sets de correção de mistura e virou uma bagunça.... depois de muito tentar, voltando combustível, trocando velas, bobinas, limpeza de bicos injetores, etc, ele decidiu vir à minha oficina. Como sempre eu faço uma "entrevista" para correlacionar os fatos históricos com o comportamento do carro e entender a causa raiz do deslocamento. Vi com o scanner os valores deslocados. Reiniciei, mas já ao sair para rodar, vi que a temperatura não conseguia subir para iniciar o aprendizado... logo o diagnóstico me apontava a válvula travada aberta como problema. Uma vez trocada, foi só finalizar o aprendizado e o carro ficou novo... simples assim.

 

A questão é, para um bom diagnóstico e reparação, além de ter que conhecer a dinâmica do sistema, tem que se ter também capacidade de reflexão para se descobrir as possíveis causas do deslocamento irregular, pois sozinho, sem nenhuma interferência ou disfuncionamento externo, o sistema não erra por si só.

 

Ahhhh... e posso afirmar que o carro do criador do tópico está com gasolina e a cartografia e TI está deslocada para um percentual de álcool pelo menos acima de 30% para gerar os problemas que ele reclama. E certamente não há problema em nenhum atuador ou sensor. Simplesmente se deslocou em algum momento que ele tentou trocar o combustível e por questões técnicas que descrevi acima não completou o ciclo de cálculo da taxa estimada... simples assim....

A falta de potência se dá pela mistura extremamente rica. Que gera também o alto consumo. E mistura rica deixa muito HC para oxidar no catalisador... e lá o Enxofre (S) presente no combustível reage com o hidrogênio (H) que se desprendeu do HC e forma H2S sulfeto de hidrogênio (ou gás sulfídrico), que é esse cheiro de ovo podre...


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#20 Carlos A.

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Postado 14 julho 2013 - 12:33

Caro OS-CAR, antes de mais nada meus parabéns pelo seu grande conhecimento técnico!!!.

Continuando essa questão dos carros flex, e mudanças de combustível ao abastecer. Mesmo após essas aulas que você nos deu com essas respostas ricas em informações técnicas, gostaria  de aproveitar a fazer a seguinte pergunta:

Na última sexta-feira, acompanhei um parente até a css Renault, para retirar o carro que havia feito uma manutenção em garantia (Sandero 2012) na relacionado ao sistema de injeção. Lá o profissional da oficina disse que, ao trocar de combustível (no caso a pessoa só usa gasolina) e completar o tanque com álcool por exemplo, deve-se rodar pelo menos 15 km para que o sistema 'aprenda' de forma correta. Como estamos falando especificamente de Renault,  então gostaria de saber se é mesmo necessário toda essa km, levando em conta a seguinte condição:  ao parar no posto o motor já está com a temperatura ideal de funcionamento, e sempre ao fazer a troca de combustível completa-se o tanque partido-se da 'reserva', ou seja, a cada troca é praticamente 100% de álcool ou gasolina que se está abastecendo. Pergunto ainda de forma específica para a linha atual 'zero km' do Novo Clio, Sandero, Logan....

Como relatei anteriormente, nunca tomei esse cuidado, já tive vários flex que, após abastecido (tanque na reserva e completado com álcool ou gasolina) voltava pra casa (800 metros do posto) e sempre a partida foi normal.

Obrigado!!!





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