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  • Adicionado em: Ago 08 2013 01:50
  • Data de Atualização: Ago 08 2013 01:52
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Apresentação e Dados Gerais da Injeção Magneti Marelli IAW 5NR

Apresentação e Dados Gerais da Injeção Magneti Marelli IAW 5NR

Postado por OS - CAR Oficina Renault emAgo 08 2013 01:50
info
Estou postando algumas informações sobre o diagnóstico genérico aplicável a todos os calculadores "5NR, VDIAG 04" montados nos veículos Renault Twingo, Clio e Kangoo, equipados com os motores D4D ou D4F.


Método Geral de Diagnóstico:

Utilização de um dos aparelhos de diagnóstico para obter a identificação do sistema que equipa o veículo (leitura do tipo de calculador, do nº do programa, do Vdiag...).


Descrição das Etapas de Diagnóstico:

1. Verificação das Avarias:

Esta etapa é o ponto de partida indispensável, antes de qualquer outra intervenção no veículo.

Ordem de prioridades:

É necessário tratar as avarias eléctricas antes das avarias de OBD (DF111, DF112, DF113, DF114, Falhas de
combustão cilindros 1 a 4; DF165 Detecção das falhas de combustão; DF102 Avaria funcional da sonda de oxigênio; DF106 Avaria funcional do catalisador; DF116 Avaria funcional do circuito de combustível).

Nenhuma avaria eléctrica deve estar presente ou memorizada, antes de tratar as avarias funcionais do sistema de diagnóstico integrado.

Outras prioridades são tratadas na parte "INSTRUÇÕES" no diagnóstico da avaria em causa.

Nota:

Cada avaria é interpretada para um determinado tipo de memorização (avaria presente, avaria memorizada,
avaria presente ou memorizada). Por isso, as verificações definidas para o tratamento de cada avaria só devem ser feitas no veículo quando a avaria declarada pelo aparelho de diagnóstico está interpretada no documento com esse tipo de memorização. O tipo de memorização deve ser considerado aquando da utilização do aparelho de diagnóstico, depois de desligar e voltar a ligar a ignição.

Se uma avaria for interpretada enquanto declarada como "memorizada", as condições de aplicação do diagnóstico estão indicadas no quadro "Instruções". No caso das condições não estarem reunidas, consultar o diagnóstico para verificar o circuito do elemento em causa, dado que a avaria já não está presente no veículo.

Utilizar o mesmo método quando a avaria é declarada como "memorizada" pelo aparelho de diagnóstico e o
documento apresenta apenas a sua interpretação como avaria "presente".


2. Verificação de Conformidade:

A verificação de conformidade tem por objectivo verificar os estados e os parâmetros que não afixam avarias no aparelho de diagnóstico quando estão fora dos valores de tolerância.

Assim, esta etapa permite:
  • diagnosticar avarias que não são afixadas como tal (por exemplo, em seguimento a uma queixa do cliente);
  • verificar o correto funcionamento da injeção e assegurar que, após a reparação, os parâmetros e os estados
  • estão conformes.

Neste capítulo é apresentado, portanto, um diagnóstico dos estados e dos parâmetros nas respectivas condições de verificação.

Se um estado não funcionar normalmente ou se um parâmetro estiver fora dos valores de tolerância, é necessário consultar o diagnóstico correspondente.

Nota:

Os valores de substituição indicados na verificação de conformidade correspondem aos valores que
o calculador adota por defeito, quando o sensor em causa não envia qualquer sinal ou dá uma informação
incoerente.


3. Verificação Correta com o Aparelho de Diagnóstico:

Se a verificação com o aparelho de diagnóstico estiver correta, mas a queixa do cliente se mantiver, é necessário tratar o problema a partir do efeito no cliente.


Efeito no Cliente:

Este capítulo apresenta fluxogramas de intervenção, que apresentam uma série de causas possíveis do problema.
Estes fluxogramas devem ser explorados apenas quando:
  • nenhuma avaria aparece no aparelho de diagnóstico;
  • nenhuma anomalia é detectada durante a verificação de conformidade;
  • o veículo não funciona corretamente.


iaw-5nr-01.jpg


Nota:

Diferente do que apresenta o quadro que eu copiei e colei do documento Renault desta injeção, em função da Norma OBD estabelecida na época de aplicação no Brasil deste sistema de injeção, ele não tem o Testemunho OBD. As falhas "elétricas" nos circuitos de alguns desses sensores são demonstradas no testemunho de Gravidade 1 mesmo, enquanto que em caso de parâmetros que extrapolem as limiares de mistura fazem disparar a eletroválvula do cânister quando se desliga a chave.


4. Operações de Inicialização:

As operações de inicialização indicadas abaixo são necessárias sempre que se substituam, em pós-venda, os
seguintes elementos: calculador, caixa de borboleta, e em cada reinicialização dos auto-adaptativos.

4.1. Operação de inicialização do batente de borboleta:

Esta operação efetua-se na primeira vez que se liga a ignição, após uma substituição do calculador ou da caixa de borboleta.

Esta operação é automática (basta ligar a ignição) e dura 5 segundos.

A inicialização consiste em registar, no calculador, o valor do batente mínimo da borboleta; esta operação realiza-se igualmente durante a vida do sistema, em caso de perda do batente memorizado.

A memorização da inicialização efetua-se quando se desliga a ignição.

A correta execução da inicialização, materializada pela ausência de avarias nesta função, é indispensável para o correto funcionamento do motor.
Notas Gerais:

4.2. Operação de inicialização da abertura mínima da borboleta:

Esta operação consiste em deixar o motor trabalhar no regime de ralenti até atingir uma temperatura de água igual a 60°C, para que o calculador possa efetuar os cálculos relativos à injeção/ignição do motor (tempo estimado a partir de uma temperatura da água de 20°C: aproximadamente 3 minutos).

Esta operação será memorizada pelo calculador ao desligar a ignição.


4.3. Operação de inicialização do volante dentado do motor (coroa dentada) para o diagnóstico das falhas de ignição:

Existem dois níveis de inicialização:
  • Uma inicialização sucinta para utilização dos testes de OBD: Esta inicialização efetua-se no início dos testes, através de uma aceleração em vazio para atingir o limitador de regime e, depois, retorno ao regime de ralenti por corte e retoma da injeção/ignição.
  • Uma inicialização completa, utilizada para um diagnóstico que explora todos os campos de funcionamento; esta inicialização efetua-se em andamento em 2ª ou em 3ª velocidade para atingir o regime de motor máximo aos 120 km/h, e retorno ao ralenti através de uma desaceleração prolongada, para retoma da injeção/ignição e do regime de ralenti.

4.4. Operação de inicialização da presença do sensor de direção assistida:

Esta operação consiste, com o motor a trabalhar ao ralenti, em efetuar dois batentes máximos da direção.


4.5. Operação de ferragem do circuito de gasolina após uma substituição do calculador:

Esta operação consiste, na primeira transição Chave desligada/Chave ligada (calculador virgem), em ativar a bomba de gasolina durante cerca de 20 segundos. Esta ativação é desencadeada, com a ignição ligada, quando se pressiona o pedal de acelerador a 3/4 do respectivo curso, durante um segundo. A bomba será ativada se esta operação não tiver sido efetuada na primeira vez em que se ligou a ignição; não voltará a ser ativada excepto em caso de telecarregamento ou montagem de um novo calculador.


4.6. Operação de reconhecimento da posição de pé levantado/pé a fundo:

Esta operação não é necessária na injeção 5NR.


4.7. Operação de reinicialização dos auto-adaptativos:

Esta operação consiste em deixar o motor trabalhar no regime de ralenti durante quinze minutos (com a inicialização das posições da borboleta efetuada).


4.8 Definição da Auto-Alimentação do Calculador (Power-Hatch):

Esta alimentação é temporizada (cerca de 10 segundos) e tem por objectivo:
  • melhorar os arranques a quente;
  • comandar a pós-ventilação dos motoventiladores;
  • gestão do bloqueamento do calculador;
  • memorizar os auto-adaptativos e os códigos de avarias.

4.9. Correspondência entre a Designação e a Cor das Fichas do Calculador:
  • Ficha de quarenta e oito vias preta do calculador: ficha A.
  • Ficha de quarenta e oito vias castanha do calculador: ficha B.
Como vocês podem ver na foto com o quadro que eu postei, em caso de falhas na gestão da borboleta, a luz / testemunho de avaria Gravidade 1 irá se acender e o carro assumirá um funcionamento em modo alternativo, da seguinte forma:

5. Modos Alternativos:

Em caso de falha no sistema de borboleta eléctrica, diferentes modos alternativos são aplicados e visualizáveis pelo estado ET118 "Borboleta eléctrica em modo alternativo":

ESTADO 1: BORBOLETA ELÉCTRICA EM MODO ALTERNATIVO (limp-home): Este modo alternativo traduz-se por um regime de motor constante para cada relação de caixa e qualquer que seja a posição do pedal de acelerador.

ESTADO 2: CORTE DE INJEÇÃO Este modo alternativo não é utilizado em alguns sistemas, como por exemplo a SIRIUS 34.

ESTADO 3: ERRO DO PEDAL (perda da informação de ação do condutor): Este modo alternativo traduz-se por: ausência de influência do pedal, ralenti acelerado e, quando se carrega no pedal de travão, o regime de motor passa para ralenti.

ESTADO 4: REDUÇÃO DAS "PERFORMANCES" DO MOTOR (limitação de "performances"): Este modo alternativo traduz-se por: limitação da velocidade do veículo, limitação do comando de abertura da borboleta, limitação das acelerações do veículo (aumento lento da abertura da borboleta).


Se nenhuma avaria estiver presente, consultar o PR275 "Contador de detecções de oscilações".

As falhas que geram funcionamento em Modo Alternativo e os respectivos modos que são adotados em função da origem matriz da falha pode ser observado no quadro / foto abaixo.

iaw-5nr-02.jpg

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